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TÉCNICAS DE ROTEIRO PARTE 3

Tipos de roteiros:
•Cinematográfico:
Contém uma apresentação do filme, a narração da história como estamos acostumados, sem muitas interferências. Segue-se um detalhamento cena –a – cena, com locação, trilha sonora, imagens que a câmera deverá captar, descrição da cena e diálogos, se houver. Em alguns casos, não existe a apresentação e o roteiro inicia com a descrição dos elementos.
•HQ:
Antes de desenhar a revista, é necessário fazer um texto com a história, incluindo descrições de cena, de personagens, diálogos. Então é feito o storyboard com o posicionamento dos personagens ao longo da história, rascunhos dos desenhos a serem feitos, posicionamento dos textos e balões de fala. Daí desenvolve-se a história em quadrinhos. O storyboard também é usado em muitos filmes.
•Desenho Animado:
Começa com um roteiro parecido com o de quadrinhos, mas não resultará numa história quadro – a – quadro. O veículo é outro: é televisão ou cinema, então os movimentos serão mais detalhados. Serão 24 quadros por segundo, para que vejamos o movimento dos personagens, portanto depois do storyboard será feito um roteiro de animação, mais parecido com o roteiro cinematográfico.
•Pauta:
A pauta jornalística também é um roteiro. Ela apresenta o nome do jornal, revista, programa televisivo ou radiofônico, a data, o local aonde será feita a entrevista ou reportagem e detalhes do evento. Se for uma entrevista, terá uma pequena história do entrevistado, o que ele fez, porque é relevante e sugestões de perguntas. Se for uma reportagem, contêm local, fato ocorrido, possíveis pessoas a serem entrevistadas.
•Aula:
Professor que se preze prepara a aula antes. Examina o assunto que irá abordar, de que modo e por quanto tempo. Às vezes até se prepara para eventuais perguntas dos alunos. Esse planejamento permite que ele exponha o assunto dentro do tempo, aprofunde se necessário e garanta o aprendizado.
•Revista:
Seja uma HQ, uma revista informativa ou uma daquelas revistas femininas desinformativas, depois de passar por pautas, storyboards e o que mais for necessário, entra outro processo de montagem: o Boneco (ou Boneca, dependendo da localidade). O Boneco nada mais é do que um rascunho de como a revista ficará no final. Os elementos mais importantes, que, portanto, ocuparão as páginas centrais, serão decididos e a diagramação é elaborada, de capa a capa, decidindo que imagem vai aonde, qual o espaço para o texto, o que ocupará a capa, quais páginas serão reservadas para publicidade… Todos os detalhes da revista são pensados e colocados no papel, de uma forma visual, para que a revista seja produzida, impressa e distribuída.

O mais importante na criação do roteiro – como em tudo na vida – é exercitar. Uma vez que você já tenha as bases técnicas, precisa desenvolver sua história e, depois, adaptá-la para o meio aonde será exibida. O primeiro resultado pode não sair bom, e isso é normal, não impede que, depois de algumas tentativas, você tenha um ótimo roteiro nas mãos.

Não queremos abordar o tema tão a fundo já que, se fizermos uma pesquisa em buscadores teremos farto material para aprender com eficiência a desenvolver um roteiro. Esperamos que, com o material que aqui foi exposto, colocar mais gente estudando e trabalhando nessa área que é, com certeza, muito importante no desenvolvimento de um filme, uma peça teatral ou uma animação. Vários artistas da área tem muita dificuldade em colocar nas telas o seu trabalho, por não encontrar gente que escreva seus roteiros.
Até a próxima...

TÉCNICAS DE ROTEIRO PARTE 2

CONFRONTAÇÃO ou ATO 2:
O ato dois é uma unidade de ação dramática de aproximadamente sessenta páginas que vai da página 30 à página 90, e é mantido coeso no contexto dramático conhecido como confrontação.
Durante esse segundo ato, o personagem principal enfrenta obstáculo após obstáculo, que o
impedem de alcançar sua necessidade dramática. A história inteira é impulsionada pela necessidade
dramática. Necessidade dramática é definida como o que o seu personagem principal quer vencer, ganhar, ter ou alcançar durante todo o roteiro. O que o move através da ação? O que deseja o seu
personagem principal? Qual a sua necessidade? Se você conhece a necessidade dramática do seu personagem, pode criar obstáculos a essa necessidade, e a história torna-se uma série de obstáculo após obstáculo após obstáculo, que seu personagem deve ultrapassar para alcançar (ou não) sua necessidade dramática. Todo drama é conflito. Sem conflito não há personagem; sem personagem, não há ação; sem ação, não há história; e sem história, não há roteiro.
RESOLUÇÃO ou ATO 3:
O Ato III é uma unidade de ação dramática que vai do fim do Ato II, aproximadamente na página 90, ate o fim do roteiro, e é mantido coeso dentro do contexto dramático conhecido como resolução. Resolução não significa fim; resolução significa solução. Qual a solução do roteiro? O Ato III resolve a história; não é o seu fim.
Recapitulando:
Ato 1 --- Início.
Ato 2 --- Confrontação.
Ato 3 --- Resolução.

A pergunta é: Se essas são as partes que compõem o roteiro, como passar do Ato I, da apresentação ou início, para o Ato II, a confrontação? E como passar do Ato II para o Ato III, a
resolução?
A resposta é: Criando um ponto de virada, ou 'plot point'.
Um ponto de virada é qualquer incidente, episódio ou evento que entra na ação e a reverte noutra direção. Um ponto de virada ocorre sempre no final do ato 1 e no final do ato 2 aproximadamente nas últimas 5 páginas respectivas.
Lembra quando falamos sobre paradígmas no post anterior? Fica difícil criar um roteiro sem estar totalmente antenado com o paradígma dessa construção, haja visto que, a maioria dos bons roteiros correspondem ao mesmo. Mas isso não significa que não podemos mudar as regras. O paradigma é uma forma, não fórmula; é o que mantém a história coesa. A espinha dorsal, o esqueleto e a história é que determinam a estrutura; a estrutura não determina a história.
A estrutura dramática do roteiro pode ser definida como uma organização linear de incidentes, episódios ou eventos interrelacionados que conduzem a uma resolução dramática. Pr isso, podemos dizer que os roteiros que funcionam seguem o paradigma.
No próximo post vamos mostrar os tipos de roteiros...
Até lá.

TÉCNICAS DE ROTEIRO

Depois de penar com a falta de ideias para a CACEMA, tive que me afastar de tudo e de todos, para aprender um pouco sobre aquilo que realmente faz a diferença em um filme, uma animação ou uma simples peça escolar: O ROTEIRO. Esse elemento é para muitos a peça principal de um filme, já que, incorpora todos os elementos da ação cinematográfica.
Afinal de contas, o que é o Roteiro? O roteiro é uma história contada em imagens, diálogos e descrições, localizada no contexto da estrutura dramática. E sobre uma ou mais "pessoas" em algum "lugar" ou alguns "lugares" vivendo uma ou mais "coisas". Talvez agora você diga: --Isso eu já sabia! Então porque continuamos sem inspiração?
Quebrando PARADIGMAS e seguindo regras.
Existem regras ou técnicas para se escrever um roteiro? Claro que sim.
Por mais que nos esforcemos na quebra de Paradigmas, não podemos nos distanciar de algumas regrinhas básicas na confecção de um Roteiro.
Um exemplo disso é: O que os roteiros tem em comum?
A resposta é muito simples: Um início, um meio e um fim, ainda que nem sempre estejam nessa ordem. Devemos inventar e reinventar na árdua missão da quebra de paradigmas, mas existem coisas que não mudam, para o bem de todos. Isto é o paradigma imutável de um roteiro.
Aristóteles definiu as três unidades de ação dramática: tempo, espaço e ação. A média de tempo dos filmes é de aproximadamente 100 minutos, o que dá 1 hora e 40 minutos. Uma página de roteiro equivale a um minuto de projeção. Não importa se o roteiro é todo descrito em ação, todo em diálogos ou qualquer combinação de ambos; em geral, uma página de roteiro corresponde a um minuto de filme. Então precisamos de 100 páginas para o nosso filme. Outro paradigma, mas que pode ser quebrado.
INÍCIO ou ATO 1:
O início, é uma unidade de ação dramática com aproximadamente trinta páginas e é mantido coeso dentro do contexto dramático conhecido como APRESENTAÇÃO. O roteirista tem aproximadamente trinta páginas para apresentar a história, os personagens, a premissa dramática, a situação (as circunstâncias em torno da ação) e para estabelecer os relacionamentos entre o personagem principal e as outras pessoas que habitam os cenários de seu mundo. Esta primeira unidade de ação dramática é a parte mais importante do roteiro, porque você tem que mostrar ao leitor quem é o seu personagem principal, qual é a premissa dramática da história (sobre o que ela trata) e qual é a situação dramática (as circunstâncias em torno da ação). A premissa dramática é o assunto de que o filme trata; ela fornece o impulso dramático que move a história para a sua conclusão. Já nesse ato você pode diminuir o tempo até para 10 páginas. E claro que, para isso você deverá ter um pouco mais de esperiencia.

Continua em técnicas de roteiro parte 2.

PROGRAMA PARA ROTEIROS FREE


O roteiro é a forma escrita de qualquer espetáculo áudio-visual . Os escritores dos roteiros são chamados roteiristas que podem criar o seu documento narrativo para cinema teatro ou televisão, basicamente em qualquer editor de texto. Porem existem programas que fazem esse trabalho com muito mais qualidade pois são feitos especialmente para isso. O problema é que são caros demais. Quando eu precisei fazer um roteiro, não pensei duas vezes. Office Word foi a solução em mãos. Mas agora descobri que existe um programa livre para isso. Baixei, testei e aprovei.
Trata-se do Celtx.

Celtx é um programa de pré-produção seja de um filme, peça teatral ou animação. Ele é multi-plataforma e o mais importante, ele é livre. É um processador de textos criado para escrever roteiros audiovisuais e está disponível em cerca de vinte idiomas,incluindo o português. O programa conta com cinco editores de textos diferentes, sendo um para os roteiros cinematográficos, outro para roteiros A/V (áudio-visual), que divide o texto em duas colunas, outro para o teatro, um para áudio (rádio) e o último para textos planos. O programa conta ainda com diversas ferramentas extras, como um organizador de storyboards, calendário, agenda, hiperlinks e mais de trinta tipos de fichas para descrição detalhada dos elementos que vão compor a obra, sejam atores, objetos de cena ou locações.Se você pensa em ser um roteirista, vale a pena baixar esse programa.

Sem mais delongas, até a próxima...


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